No Dia Mundial da Alimentação, ação do CBA distribui 1,2mil refeições e 300 cestas com alimentos da agricultura familiar em Juazeiro

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação (16) e tem Ação Agroecológica contra a Fome como parte da programação do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) que segue até sábado (18)

Foto: Manuela Cavadas / CBA

A ação é organizada pela coordenação do Congresso, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), programa Bahia Sem Fome, do governo do Estado, programa Juazeiro Sem Fome, da prefeitura, e Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea Juazeiro).

A distribuição ocorre em vários pontos da cidade em horários diferentes. Às 6h30 da manhã, houve distribuição de 300 cestas com produtos da agricultura familiar.

Na hora do almoço, de meio dia às 14h, foram distribuídas 400 marmitas na praça da Igreja Matriz, 500 marmitas na Cozinha Comunitária Bahia Sem Fome, no Quide, e mais 300 refeições, no esquema de self-service, no restaurante popular no bairro João Paulo II.

De onde vem os alimentos – A maior parte dos ingredientes e produtos das cestas e refeições foram cultivados em mais de 15 municípios da Bahia, Pernambuco e Sergipe pelas famílias agricultoras da base do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Rede Povos da Mata, do MST e de comunidades organizadas na cooperativa Central da Caatinga.

Segundo Leomárcio Araújo, do MPA, são produtos adquiridos através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Direta, que é executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tendo a Central da Caatinga como entidade fornecedora e o Programa Bahia Sem Fome como recebedora.

Debate no CBA – Além da ação prática, o tema principal do dia 16 no Congresso é a segurança alimentar e nutricional da população brasileira. Durante toda a manhã, das 8h às 12h, no Auditório Central do Espaço Umbuzeiro Multieventos, ocorreu o painel Agroecologia, biodiversidade e soberania e segurança alimentar e nutricional: um olhar a partir das políticas públicas.

Além dos muros da Univasf – E a partir das 16h, os congressistas vão para a Orla Nova participar do ato público que trará uma importante mensagem visando a COP 30, que acontece mês que vem, em Belém do Pará. “O objetivo é vincular a agroecologia a duas agendas essenciais nos tempos atuais: alimentar e climática. E mandar uma mensagem pra COP: não existe uma solução pra uma ou para outra. Ou conjuga as duas ou não serão solução”, explica o agrônomo Paulo Petersen, coordenador executivo da AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, membro do núcleo executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), organização que realiza o evento.

Quem está por trás do CBA – Nesta 13ª edição, em Juazeiro (BA), o CBA é realizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), com organização local da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), do Serviço de Assessoria a Organizações Populares (Sasop), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb de Juazeiro), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Pequenos e Pequenas Agricultoras (MPA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) e Rede de Agroecologia Povos da Mata.

O Congresso conta patrocínio da Fundação Banco do Brasil e do  BNDES e apoio do Governo Federal por meio dos Ministérios da Saúde, Igualdade Racial, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e Desenvolvimento e  Assistência Social, Família e Combate à Fome, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e FioTec, e Prefeitura Municipal de Juazeiro; e Governo do Estado da Bahia, por meio do Programa Bahia sem Fome e Bahia Turismo.

Conta também com a contribuição de representantes de diversas organizações, redes e articulações da sociedade civil, instituições de ensino, movimentos sociais populares e comunidades tradicionais.

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