Organização do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia realiza 4ª Oficina Preparatória em Juazeiro

Mística, cultura regional e construção coletiva marcaram a 4ª Oficina Preparatória para o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), que aconteceu nos dias 3 e 4 de julho, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, a roça do Irpaa, em Juazeiro. O momento reuniu representantes de movimentos sociais populares, redes de entidades, organizações da sociedade civil, universidades e comunidades tradicionais, que juntas e juntos deram mais um passo rumo ao CBA.

O espaço contou com uma roda de conversa que teve o objetivo de proporcionar partilhas inspiradoras de legados e encantamentos e, com isso, fortalecer as construções do 13º CBA, para que o Congresso tenha, de fato, a cara do Semiárido brasileiro, valorizando ainda mais o conhecimento popular. 

Sonia Ribeiro, integrante da Frente Negra do Velho Chico, participou do momento e fez reflexões acerca do espaço das comunidades quilombolas e a necessidade de fortalecer a contracolonização em todos os espaços e vivências, inclusive no congresso. “Essa roda é de extrema importância para priorizar outras narrativas dos povos tradicionais, das comunidades quilombolas, dos povos indígenas, das comunidades de terreiro, para trazer uma perspectiva de olhares diferenciados para o CBA”. 

Nesse sentido, Leila Santana, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), afirmou: “a diversidade de lutas e representações de povos, comunidades e territórios, tem contribuído para as experiências, os encantamentos, e os legados que fazem parte da construção do Congresso Brasileiro de Agroecologia”.

Paulo Petersen, da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e um dos coordenadores da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, participou da oficina e destacou que o CBA é um espaço para “integração de conhecimentos acadêmicos com conhecimentos populares. É exatamente a partir dessa integração que é possível construir o conhecimento agroecológico. E o grande desafio do Congresso é criar esse tipo de ambiente com novas metodologias e novas formas de expressão, para que todos os sujeitos participem ativamente da construção do conhecimento agroecológico”.

Oficina definiu 14 comissões organizadoras

As atividades de preparação do CBA visam alinhar as frentes de organização que envolvem 14 comissões, são elas: Tenda da Saúde; ⁠Ciranda Infantil; ⁠Feiras; ⁠Alimentação; ⁠Cultura; ⁠Infraestrutura; ⁠Comunicação;  ⁠Acolhida; ⁠Metodologia; ⁠Técnico Científica; ⁠Captação e Gestão Financeira; Festival Internacional de Cinema Agroecológico (FicaEco); ⁠Feira da Agrobiodiversidade e ⁠Gestão de Resíduos.

Durante a oficina, entre uma mística e outra, as comissões informaram sobre o andamento dos trabalhos em cada frente, as conquistas e os desafios que surgiram até agora, e fizeram um planejamento em conjunto sobre as próximas ações que vão culminar no CBA 2025.

Sobre o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia

Desde 2003, o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) é realizado bianualmente com participação ampla de instituições de ensino, pesquisa e extensão, da sociedade civil organizada e de movimentos sociais rurais e urbanos envolvidos com as agriculturas de base familiar, camponesa e urbana. Inicialmente pensado como espaço de fortalecimento da agroecologia como ciência, o CBA vem amadurecendo como lócus do diálogo entre as diferentes formas de conhecimento, construído por uma ampla frente de parceiros nacionais e internacionais, configurando-se atualmente como o maior encontro latinoamericano de agroecologia

Com o lema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, a 13ª edição do CBA acontece dos dias 15 a 18 de outubro de 2025, no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA).

O 13º CBA é uma realização da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), com organização local da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Serviço de Assessoria a Organizações Populares (Sasop), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Universidade do Estado da Bahia (Uneb de Juazeiro), Movimento dos Pequenos e Pequenas Agricultoras (MPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IFSertão-PE). Conta também com a contribuição de representantes de diversas organizações, redes e articulações da sociedade civil, instituições de ensino, movimentos sociais populares, poder público e comunidades tradicionais.

Lorena Simas
Comunicação 13º CBA

Compartilha nas mídias:

Faça o seu comentário:

Tem dúvidas sobre o CBA?

Acesse aqui várias dicas no nosso FAQ