Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) recebe submissão de trabalhos até o dia 12 de julho

As modalidades para o envio de experiências são diversas em busca de ampliar o alcance da ciência que é produzida pelos povos, movimentos, academia entre outros espaços. O XII CBA será realizado de 20 a 23 de novembro no Rio de Janeiro (RJ)

Construir um congresso como o CBA só é possível porque acontece a reunião de muitas experiências que emergem da terra, dos territórios, dos terreiros, quilombos, dos povos do campo, das águas, da floresta e também das cidades. Na teia de saberes que temos tecido, anunciamos que o  prazo de submissão de trabalhos, sejam eles relatos de experiências populares (em texto e em vídeo), técnicas ou resumos científicos, termina às 23h59 desta quarta-feira (12).

O chão-comum que unirá pessoas de todo o país para discutir e construir as mais diversas áreas que perpassam a agroecologia será  a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense  diversa e multiversa tem a missão de receber todas as programações que fazem parte do XII Congresso Brasileiro de Agroecologia, que traz como tema em 2023: “Agroecologia na Boca do Povo”.

“É chegada a hora de garantir que as experiências, pesquisas, ações e projetos sejam compartilhados em mais uma edição do CBA, dando corpo e coração à ciência que acreditamos e construímos cotidianamente. A produção coletiva de conhecimentos na agroecologia, dos territórios às instituições públicas de ensino,  pesquisa e extensão, é uma das inspirações fundamentais para o enfrentamento das injustiças que nos atravessam”, pontua Helena Lopes, da Comissão de Ciências e Saberes do XII CBA. Segundo ela, dar vida aos relatos populares, técnicos e resumos científicos é exercitar caminhos possíveis para garantir “agroecologia na boca do povo”, tema que leva o nome e o propósito desta edição do CBA.  

O Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), é referência acadêmica sobre o tema na América Latina, tanto por sua dimensão e abrangência multi territorial, quanto por sua proposta metodológica inovadora. Pautado por epistemologias críticas que reconhecem a centralidade da articulação entre ciência e diferentes saberes e práticas populares, o CBA se insere em um processo voltado à construção de novos paradigmas teórico-metodológicos.  

O CBA chega em sua 12ª edição impulsionado pelas redes de agroecologia dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, nas quais atuam instituições de pesquisa, ensino e extensão, movimentos sociais e distintos grupos e coletivos da sociedade civil. O congresso será realizado entre os dias 20 e 23 de novembro de 2023, na cidade do Rio de Janeiro.

CBA é uma colcha de retalhos que convida todas, todes e todos a participar

“O CBA é um lugar de encontro da diversidade e da transdisciplinaridade. No CBA as gerações se encontram: de criança a anciãos/ãs; no CBA as diferentes disciplinas do conhecimento científico se encontram; no CBA o saber científico se encontra com o saber popular; no CBA os povos tradicionais, os jovens, os cientistas, as crianças, os agricultores/as familiares camponeses/as se encontram para aprender um com o outro/a; no CBA os movimentos sociais se encontram para que todos saiam com coragem, força e animados para lutar pela transformação dos sistemas agroalimentares e para construir o bem viver para todos os seres”, convoca Irene Cardoso, pesquisadora, ativista do movimento agroecológico e ex-presidenta da ABA. 

O CBA propõe diferentes modalidades de trabalhos:

Resumos expandidos (técnicos-científicos): aqueles que contenham resultados de pesquisas e estudos ou ensaios teóricos inovadores, fazendo uma análise mais profunda e conceitual que contribua com a agroecologia e em sintonia com o eixo temático escolhido.

Relatos de experiência técnica: aqueles que descrevem projetos e/ou ações desenvolvidas por instituições de ensino, pesquisa ou extensão, em parceria com a sociedade civil. Os relatos não devem se restringir a aspectos descritivos ou cronológicos da experiência, mas trazer também análises e aprendizados. Embora as experiências tenham sempre um caráter local, sua importância, ensinamentos, assim como suas bases e princípios, deverão apresentar um caráter mais ampliado.

Relato de experiência popular: poderá ser apresentado no formato de resumo em texto ou em vídeo. Trata-se de experiência relatada e apresentada pelos(as) próprios(as) agricultores, agricultoras, comunidades tradicionais ou organizações sociais populares. Nessa modalidade, espera-se que esse relato apresente uma vivência contextualizada segundo os princípios da agroecologia.

Todas as informações sobre as submissões se encontram no site

Compartilha nas mídias:

Faça o seu comentário: