Novidades

ABA-Agroecologia

Nota da ABA-Agroecologia sobre a PL do Veneno

Rio de Janeiro, 01 de dezembro de 2023. Estivemos reunidas/os entre os dias 20 a 23 de novembro no Rio de Janeiro mais de cinco mil pessoas dentre as quais, acadêmicas e acadêmicos, cientistas de diversas áreas, membros de movimentos sociais, trabalhadoras e trabalhadores do SUS e SUAS, agricultoras e agricultores, estudantes das escolas públicas do Rio de Janeiro, militantes da causa agroecológica e população carioca em geral, que circularam pelas áreas chamadas de Território do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia. Nesse CBA, a centralidade do debate estava na superação da fome, entendendo que a proposta dos sistemas agroalimentares populares e agroecológicos carregam propostas centrais e capazes de superar as injustiças e ameaças à saúde, entre outros inúmeros aspectos. Essa defesa, implica na defesa da ciência comprometida com a sociedade e a natureza; com a justiça ambiental e enfrentamento das emergências climáticas; a superação e erradicação do racismo e machismo estruturantes dessa sociedade desigual e capitalista; no acesso aos bens comuns e o reconhecimento e valorização dos povos e comunidades tradicionais como seus mantenedores, e, para que possamos refletir com a profundidade necessária, na defesa da Democracia. Não há superação da fome, sem agroecologia e democracia. Contudo, o que temos visto no Congresso Nacional, a casa cuja função primeira é a garantia da democracia e dos direitos da população brasileira, são interesses privados interferindo diretamente em decisões que impactam o bem viver do conjunto da população. Rotineiramente a bancada ruralista legisla em benefício próprio, desqualificando processos democráticos, instituições científicas e de ensino, pesquisa e extensão de renome internacional para garantir seus privilégios que se mantém historicamente desde a colonização desse país. Usam do estado democrático de direito para perpetuar seus poderes e riquezas, deixando terra seca e contaminada para a população. Vemos, de forma transparente, um descolamento tácito das necessidades e urgências do povo brasileiro, com as urgências vindas do Congresso Nacional. Enquanto no CBA tivemos inúmeros anúncios de políticas públicas, entre elas destacamos a assinatura do Ecoforte, política intersetorial de fortalecimento de redes agroecológicas de produção, comercialização e distribuição de alimentos; a retomada da CNAPO – Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o GEA – Grupo de Especialistas em Agrobiodiversidade que, entre outras atividades, tem a função de atualizar e qualificar as legislações em vigor, em especial a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e assessorar órgãos e tomadores de decisão sobre assuntos de interesse público e; a criação de uma Rede de Pesquisa em Saúde e Agroecologia, com representantes de Universidades, Institutos de Pesquisa, Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Por outro lado, no Congresso Nacional, em especial na Comissão de Meio Ambiente do Senado, tivemos a aprovação em caráter de urgência da PL do Veneno no dia 22 de novembro, em pleno CBA, e dia 28 de novembro a aprovação em plenária também em caráter de urgência. Precisamos destacar que a aprovação só não foi unânime, porque UMA MULHER E MÉDICA, foi o único voto contrário à sua aprovação. Isso nos comunica muito. Ainda passará pela assinatura da Presidência. Em que pese os discursos do presidente Lula no sentido da erradicação da fome e da proteção do meio ambiente, sabemos o quanto são frágeis os acordos políticos em tempos de Frente Ampla sem o apoio popular massivo. Precisamos ocupar as ruas, debater nas escolas, residências, ambientes de trabalho. O lastro de desgraça que resultará da implementação da PL do veneno precisa ser assunto das mesas de bares e conversas entre amigas/os. Conversadas nos espaços de arte e cultura, no dia de praia, no acampamento de lazer, nas redes sociais. Se torna cada vez mais aparente as negociações políticas em troca de governabilidade, mediante o posicionamento de políticas e políticos (à exemplo da votação do senado) e de determinadas pastas ministeriais. Isto indica que o governo não conta com a pressão social crucial em defesa de necessidades fundamentais e se percebe fragilizado a ponto de aceitar danos de longo prazo em troca do que percebe mais relevante, em urgências de curto prazo. Sem o comprometimento popular manifestado, mesmo que a presidência vete integralmente a PL. o veto será derrubado na Câmara, recheada de parlamentares comprometidos com uma agenda historicamente alinhada com as desigualdades sociais que comprometem o direito à vida, à saúde, à educação e à alimentação adequada, aliados ao lobby das mais diversas indústrias (farmacêutica, alimentícia, agronegócio, agrotóxicos etc). Caso a presidência vete parcialmente, o desequilíbrio desta correlação de forças já demonstra a fragilidade da frente política não hegemônica no sentido de frear ou diminuir o processo amplo de destruição da saúde humana e ambiental, mesmo com as evidências científicas robustas e que demonstram as consequências nefastas destas substâncias e processos para a saúde humana e ambiental. Mas há duas certezas nesse cenário de incertezas: 1- A conta será alta, muito alta e seremos todas e todos nós que pagaremos por ela, especialmente o Sistema Único de Saúde e, 2- A nossa luta em defesa de um país autônomo, livre de agrotóxicos e agroecológico continua e continuará cada vez mais forte na formação de consensos contra hegemônicos. Assim como as lutadoras e lutadores do povo que, infelizmente, tombaram pelo caminho, somos sementes espraiadas por todos os territórios. Diante deste quadro de emergências, exigimos o veto ao Pacote do Veneno por parte da presidência, e convocamos a sociedade civil para ir às ruas manifestar apoio e frear este processo de precarização das nossas vidas. Associação Brasileira de AgroecologiaABA – AgroecologiaRua das Palmeiras, 90. Bairro Botafogo, Rio de Janeiro (RJ). CEP: 22270-070 CNPJ: 07.581.950/0001-04

Leia mais »
Atividades

ABA realiza assembleia e eleição de nova diretoria durante o CBA

No dia 22 de novembro de 2023, durante o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia, no Rio de Janeiro (RJ), aconteceu a eleição da nova Diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), para o interstício 2024-2025. Conforme o estatuto da Associação, as eleições ocorrem em assembleia durante o evento. Cabe destacar que a nova diretoria, considerando diversos critérios de diversidade e qualificações, é formada por professoras e professores, pesquisadoras e pesquisadores, ativistas e integrantes de movimentos sociais das diversas regiões do Brasil que aceitaram o desafio de coordenar as ações dessa enorme organização em prol da Agroecologia. Presidente eleito fala sobre desafios e perspectivas para o próximo interstício José Nunes da Silva, novo presidente da ABA-Agroecologia, comenta que entre as perspectivas de trabalho da nova diretoria, estão construir um projeto institucional forte, que garanta o bom funcionamento da ABA e suas ações; fortalecer as ações regionais e dos Grupos de Trabalho, em diálogo com a Revista Brasileira de Agroecologia (RBA); e realizar diferentes ações para celebrar o histórico da Associação, que no ano de 2024 vai comemorar 20 anos de contribuições para a construção do conhecimento agroecológico no Brasil. “A ABA, assim como outras associações científicas, passa por um momento de necessidade de fortalecimento e consolidação. A gente passou um período no Brasil de muita negação da ciência, um negacionismo científico que desrespeita a ciência como um saber que pode auxiliar nas transformações da sociedade. Sendo assim, vamos seguir na busca por parcerias importantes para o fortalecimento da construção do conhecimento agroecológico“, detalha. Ao longo desses 20 anos, a ABA-Agroecologia vem firmando parcerias com diferentes instituições e redes, como Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além de organizações governamentais e não-governamentais, movimentos sociais, entre outros atores brasileiros e estrangeiros. “As parcerias são importantes e devem continuar. Vamos trabalhar em conjunto por um grande projeto de sistematização desse conhecimento agroecológico acumulado pela ABA nesses 20 anos”, diz o novo presidente.  Sobre o futuro, José Nunes espera que “no final dessa gestão 2024-2025, a ABA esteja ainda mais fortalecida, em amplo diálogo com a sociedade, contribuindo significativamente para a agroecologia estar na boca do povo”. Para que isso aconteça, há planos de fortalecer a relevância da RBA, bem como as parcerias institucionais, em diálogo constante com Núcleos de Estudos em Agroecologia e programas de pós-graduação em agroecologia, que crescem consideravelmente  no Brasil. Presidenta da ABA-Agroecologia continua atuando na Associação A presidenta da ABA-Agroecologia, Fernanda Savicki, que encerra seu mandato em 31/12/2023, comenta sobre as realizações da última gestão: “a pandemia nos impediu de encontros presenciais, contudo foi uma boa oportunidade de colocar a casa em ordem. Como somos fruto de uma gestão basicamente continuada desde 2020, trabalhamos na reorganização dos fluxos e contratos de serviços e, principalmente, nos nossos canais de trocas com os/as associados/as.” Em 2022, foram realizadas contratações para otimizar os sistemas de inscrições, envio de trabalhos e certificação do 12º CBA. Outra ação que teve envolvimento da diretoria foi a consolidação da parceria com o Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília (UnB), para a gestão da RBA. “A RBA está ganhando cada vez mais visibilidade com a entrada em algumas bases de acesso importantes, o que exigiu maior capacidade de gestão. Então, a partir de um termo de referência de contratação de serviços, que previu serviços de gestão e formação do coletivo de editoras/es chefas/es da revista, a revista deu um salto de qualidade”, conta. Sobre a sua saída do cargo de presidenta, Fernanda conta que está se despedindo, mas que não vai muito longe, e que prepara seu retorno à coordenação coletiva do Grupo de Trabalho (GT) Contra os Agrotóxicos e Transgênicos. “É cada vez mais evidente a importância da ação imediata e contundente do GT contra os Agrotóxicos e Transgênicos, dada a aprovação do Projeto de Lei (PL) do Veneno no Senado”, relembra. Fernanda ainda mantém sua atuação no GT Saúde, e permanece fazendo parte da equipe de diretoria, como conselheira fiscal. “Essa presença, minha e do Romier (vice-presidente atual) só reforça a perspectiva de afinidade que temos de uma gestão para outra”, conclui. Confira os nomes das pessoas participantes da nova diretoria* ABA-Agroecologia nas regiões: Conselho Fiscal Titular: Daniela Adil Oliveira de Almeida (AUÊ!/UFMG)Titular: Paulo Frederico Petersen (ASPTA/ANA)Titular: Jairã da Silva Santos Sampaio – GT Agroecologia Indígena da ANASuplente: Fernanda Savicki (FIOCRUZ)Suplente: Romier da Paixão de Sousa (IFPA – PA)Suplente: Laeticia Medeiros Jalil (UFRPE) Para a nova gestão também se propôs um trabalho colegiado nas regiões, iniciando a experiência de nomeação de co-vices regionais. Embora ainda não seja estatutária, a ideia visa construir de forma mais coletiva as diferentes ações nas regionais, propondo maior dinamicidade aos processos da ABA. Co-vice Nordeste: Ubiratan Santana (INCRA)Co-vice Norte: Jucimara Santos (UEA/INPA)Co-vice Sul: Letícia Falcão (FURG)Co-vice Sudeste: Irene Cardoso (UFV)Co-vice Centro-Oeste: Paula Lucio de Lima Santos (Central do Cerrado/COPA) *Em breve os contatos dos integrantes serão atualizados no site da ABA.

Leia mais »
Atividades

Ailton Krenak encerra 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) ecoando a urgência da agroecologia para o mundo

Com o lema “Agroecologia na Boca do Povo”, o 12º CBA teve mais de 3 mil trabalhos científicos, promoveu debates, festivais de arte e uma feira na região central da cidade do Rio de Janeiro O encerramento do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) contou com a potência da voz da liderança indígena Ailton Krenak. “A agroecologia tinha que acontecer em escala planetária”, afirmou o ambientalista e escritor recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL).  Com quatro dias de programação intensa, o 12º CBA recebeu, de 20 a 23 de novembro, no Rio de Janeiro, cerca de 10 mil pessoas, sendo 5,5 mil inscritas no evento e outras que prestigiaram as atividades.  “Foi um Congresso muito mobilizador. O objetivo era exatamente esse: popularizar a ideia de que a agroecologia é uma emergência e, para isso, a gente precisa da força e da compreensão mais ampla na sociedade brasileira”, avaliou Paulo Petersen, da comissão organizadora do Congresso, que foi promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e parceiros, como universidades, órgãos públicos, movimentos e organizações sociais. Foram 19 diferentes espaços – entre praças, salas de cinema, centros culturais e universidades públicas – que abrigaram os debates relacionados a 16 eixos temáticos que atravessam a agroecologia. O som de berimbau do Aluandê Capoeira Angola convidou o público para a arena da Fundição Progresso onde uma multidão atenta vibrava com as palavras de Krenak na plenária de encerramento do CBA. “Há quanto tempo não reunimos tanta gente para um assunto comum, que é cuidar da nossa mãe, a Terra”, disse Ailton, ao subir ao palco.  O ativista indígena fez a defesa de políticas públicas que promovam reais transformações sociais e ambientais. “Se for política pública, obrigatoriamente tem que ser sistêmica”, comentou, lembrando a importância da atual retomada de espaços de participação social, como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).  “O governo está em dívida com esses povos, indígenas e quilombolas, que dependem de campanhas de caridade contra a fome. Exigimos respeito, dignidade. Entregar cesta básica não é política pública, política pública é entregar terra para o povo fazer floresta”, acrescentou. Mais do que um evento, o CBA é a culminância de movimentos diversos A carta política do 12º CBA, chamada Carta Carioca, será lançada em breve pela ABA, contando com as colaborações dos Barracões de Saberes que aconteceram ao longo do Congresso. A versão prévia do documento, lida na plenária final por Thaís Souza e André Campos Búrigo, apresentou o Congresso como um processo, um movimento, não apenas como um evento. Lembrou ainda que sua construção foi feita de forma ampla e descentralizada.  Houve representações de todos os 27 estados brasileiros e de 20 países da América Latina, da África e da Europa. “Nossa força está em nossa diversidade e em nossa capacidade de auto-organização”, destaca um trecho do documento. Diante de um país de desigualdades, a carta pontuou que é necessário o enfrentamento à fome, às desigualdades de gênero, ao racismo, à LGBTQIA+fobia, às devastações ambientais e às injustiças climáticas. Congresso promove uma ciência engajada em transformar as estruturas geradoras de mazelas Por meio de diferentes metodologias, o 12º CBA criou ambientes para a “expressão da ciência do povo”, reunindo a apresentação de 3 mil trabalhos científicos e garantindo a participação de mais de 1600 agricultoras e agricultores familiares, representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas e de povos e comunidades tradicionais. “Esse é um papel de uma ciência engajada em movimentos de transformação das estruturas geradoras dessas mazelas”, afirma a Carta. Entre as reivindicações, está a construção no Brasil de um amplo programa de educação em agroecologia, da educação infantil ao ensino superior.  A Carta Carioca também destacou que o alimento não pode ser visto como mercadoria, uma vez que a alimentação é um direito humano. “Denunciamos como as estruturas de poder, orientadas à produção de commodities, é a principal responsável pela manutenção da sociedade injusta e brutal que herdamos de nosso passado colonial. Na segunda década do século 21, seguimos assistindo à expulsão dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais, comunidades camponesas, para a expansão das monoculturas parte voltadas para a exportação”, ressalta outro trecho da carta. Conhecimentos tradicionais no enfrentamento ao racismo Representando o Ministério da Igualdade Racial, Ronaldo dos Santos também participou da cerimônia. “A agroecologia brasileira é preta, o campesinato brasileiro é preto, e o IBGE está aí para provar isso. Somos 1 milhão e 300 mil quilombolas, que mantemos as nossas roças, nossas ervas, nossos conhecimentos, tudo que compõem essa ciência que chamamos de agroecologia”, pontuou o Secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Ciganos.  Mencionando a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), que acontece entre 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, Ronaldo trouxe à tona o racismo ambiental. “Se nossos territórios tradicionais, se o que os nossos mais velhos falam há anos, se isso não for assimilado na agenda global, teremos tempos ainda piores. Os menos responsáveis pelo colapso global são os mais afetados. Isso é racismo ambiental e deve ser enfrentado. O CBA é um espaço potente para falar sobre essas coisas, para pensar o futuro do país, o futuro do planeta”, analisou. Povos indígenas querem construir Encontro Nacional de Agroecologia Indígena em 2024 “Pataxó pede licença, Pataxó pede licença. Nós não podemos destruir as coisas da nossa natureza”, cantou e dançou um grupo do povo Pataxó que subiu à Arena Fundição, um dos palcos deste 12º CBA. Um grito de “Sem demarcação não tem agroecologia!”, acompanhado de aplausos, chocalhos e tambores, marcou o início da leitura da carta elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) Povos Indígenas da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), lida por Gilmara Terena, Camila Atikum e Thaís Terena. “Os processos históricos de construção da agroecologia, enquanto movimento no Brasil, são baseados em saberes e práticas de manejo tradicionais dos povos originários. Ao mesmo tempo, a nossa presença foi incipiente nesses processos de

Leia mais »
20 de novembro

12º CBA mostra a força do Brasil que produz e promove comida de verdade

Com presença de mais de 5 mil participantes, encontro celebrou a construção da agroecologia no país e a retomada de espaços e políticas públicas estruturantes; saiba como foi o dia de abertura desse que é o maior Congresso de Agroecologia da América Latina O lema “Agroecologia na Boca do Povo” ecoou ontem (20), Dia da Consciência Negra, por todo bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro: começou o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA). Quatro anos desde a última edição, o encontro teve início com uma intensa movimentação de pessoas vindas de todo o Brasil e de outros 20 países, que foram chegando à Fundição Progresso ao longo do dia e se somando às atividades de abertura com seus saberes e sabores. Na entrada da Fundição, logo pela manhã, já era possível ver o Memorial das Pessoas Encantadas e o espaço onde a grande Muvuca de Sementes estava sendo construída em meio aos imensos e delicados pássaros de bambu. Depois da chegança, veio a festa de abertura Na parte da tarde, ao mesmo tempo em que a Plenária das Mulheres terminava, o cortejo do Bloco da Terreirada vinha chegando com suas cores, pernas de pau e estandartes ao saguão central da Fundição, formando uma grande apoteose de gente, planta, semente e alegria. No espaço da muvuca, crianças se divertiam com as sementes enquanto o refrão de Anunciação, de Alceu Valença, entoado por centenas de pessoas, convocava corações e mentes para a segunda etapa do dia: a Conferência de Abertura e a Mesa com autoridades. Junto com a Plenária das Mulheres, os encontros da tarde debateram a relação da agroecologia com a luta antirracista e antimachista; o combate à fome com comida saudável e pela via da justiça social; e a retomada dos processos democráticos de construção das políticas públicas de agroecologia após seis anos de desmontes, entre outros assuntos. Plenária das Mulheres abre os debates do CBA com a potência e a mística feminista Das entranhas eu sou encruzilhadasBoca do mundo Marielle desbravaMisericórdia em volta revolta.A bala do racismo, do capitalismo,Do sexismo não nos mata.Meu sangue quando jorra, molha e nasce muitas de mimOri o tempo crava Kawô.Das entranhas eu sou encruzilhadasChibata de ferro meu corpo de água.De mulheres negras lésbicas faveladasDas entranhas eu sou encruzilhadas(Deise Fatuma – no livro Interseccionalidade, de Carla Akotirene) Os versos acima, declamados na abertura da Plenária das Mulheres, trouxeram a mística desta que foi uma plenária histórica, feita por mulheres pretas e indígenas. A escolha simbolizou, ao mesmo tempo, a presença majoritária dessas mulheres nas frentes de agroecologia e as enormes opressões estruturais de raça, gênero, geográficas e sociais que elas ainda vivenciam dentro e fora do movimento agroecológico brasileiro. Entre abraços e gritos de “sem feminismo não há agroecologia” e ”com racismo não há agroecologia”, as participantes levaram a um auditório lotado reflexões emergentes como a invisibilidade do trabalho de cuidado e de como ele afeta todas as dimensões da vida das mulheres, inclusive as oportunidades de participação política. “Um exemplo disso é que muitas trabalhadoras que estão aqui tiveram que deixar tudo prontinho em casa para poder ficar 2, 3 dias participando do Congresso”, afirmou Roselita Vitor da Costa, assentada da reforma agrária e coordenadora do Polo da Borborema, na Paraíba, uma das participantes da mesa.  O machismo estrutural, materializado nas relações sociais patriarcais que sustentam essa lógica, também foi lembrado. “O trabalho das mulheres, na maioria dos lugares é, invisível, não só na agroecologia. É impossível mudar a sociedade sem pensar nisso”, destacou Aline Lima,  do GT de Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro. Histórias de resistência e transformação trazem o chamado para a escuta radical O papel da resistência feminista, antirracista e anticolonial na construção da agroecologia também esteve presente na fala de Maria José, a Mazé, coordenadora da Marcha das Margaridas. “A fome é uma violência estrutural; quando identificamos os donos do ‘agro’ e do ‘hidro’ (negócio), identificamos o racismo e o machismo estruturais que produzem a fome”, disse.  Ecoando a questão das forças econômicas que sustentam as violências do sistema racista e patriarcal, Roselita trouxe um depoimento sensível sobre a destruição que os projetos de energia “renovável” vêm levando à sua comunidade.  Lá no Polo da Borborema (PB), o acesso à água, que havia avançado muito com a construção de meio milhão de cisternas, vem sendo ameaçado pela proliferação de unidades eólicas que provocam danos aos reservatórios de água das famílias. “As cisternas estão rachadas e suas tampas afundadas, e isso é só um dos problemas que estamos enfrentando”, afirmou Roselita.  Outra participante que também lembrou de como o patriarcado incide sobre o Território AgroExtrativista do Pirocaba, no Amazonas, foi Daniela Araújo, do GT de Mulheres da ANA. “Vivo em um território ameaçado sobre o qual se diz que não há nada ou ninguém vivendo ali”. Emocionada, ela aproveitou o momento para celebrar a vitória das mulheres da sua comunidade sobre um projeto de construção de um porto que levaria degradação e destruição para o local.  “Nós, mulheres indígenas, construímos resistência a partir do lugar onde estamos; quando levamos meses para produzir um óleo de andiroba, tão importante para nós, ou uma biojoia, nós estamos resistindo”, declarou. Denúncias e anúncios contextualizam a luta feminista na agroecologia Às vozes de Mazé, Roselita e Daniela se somaram a de Iracema Pankakaru, da Cozinha das Tradições do CBA. Iracema fez um depoimento sensível sobre uma violência que sofreu em 2012 e que a marcou profundamente, trazendo consequências para sua saúde até hoje. Sua fala, porém, veio junto de uma afirmação potente: “Fomos nós, negras e indígenas, quem construímos o Brasil”.  A reafirmação da existência, da vida e dos conhecimentos das mulheres das favelas, campos, águas e florestas também foi tema da fala de Isabel Santos, quilombola, professora e pesquisadora da UFBA.  Isabel relembrou a violência racista silenciadora sofrida por mãe Bernadete e seu filho Binho do Quilombo, brutalmente assassinados pelo tráfico de drogas em Salvador (BA). Uma violência que está presente em todos os âmbitos,

Leia mais »
Tapiris de Saberes

Agroecologia como solução para uma ciência nova: saiba mais sobre os eixos temáticos dos trabalhos do 12º CBA

Quase 3 mil trabalhos aprovados no 12º CBA estão sendo apresentados nos 330 Tapiris de Saberes, que acontecem ao longo das manhãs dos dias 21, 22 e 23 de novembro no prédio da ACM (Associação Cristã de Moços); veja detalhes sobre os eixos temáticos deste 12º CBA Concentrados nas três manhãs do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia, os Tapiris de Saberes são espaços de partilha dos trabalhos científicos, dos relatos técnicos e dos relatos populares em texto e em vídeo. Leia mais:Veja a localização e a programação completa dos Tapiris de Saberes “Tapiri” é uma palavra indígena no tronco tupi presente no vocabulário de populações ribeirinhas e diversos povos tradicionais na região Norte do Brasil, e representa a palhoça, o lugar onde as pessoas se reúnem para dialogar, comer, descansar e trocar experiências.  Esse é o nome dado ao espaço de apresentação dos trabalhos nos CBAs, desde 2015. Os Tapiris acontecem no prédio da Associação Cristã de Moços (ACM), localizado na Rua da Lapa, 86. Veja mais detalhes sobre os eixos: 8º andar – Políticas Públicas e Agroecologia O Grupo de Trabalho (GT) sobre o eixo temático Políticas Públicas e Agroecologia terá a apresentação de 150 trabalhos. De acordo com Guilherme Strauch, engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio), um dos coordenadores do grupo de trabalho, o eixo reuniu uma grande diversidade de temas e abordagens – locais, territoriais, regionais, ou por diferentes grupos de agricultoras/es. Os principais temas tratados foram: 8º andar – Campesinato e Soberania Alimentar As experiências de resistência e de organização de mulheres deram a tônica dos trabalhos da temática Campesinato e Soberania Alimentar. O papel ativo das mulheres aparece em produções de várias regiões do país que abordam a ação sociopolítica da diversidade de sujeitos: povos indígenas, comunidades quilombolas, assentadas/os da reforma agrária, agricultoras/es familiares e camponesas/es.  As lutas, a produção de conhecimentos, a formação, a incidência sobre as políticas públicas e as formas de organização coletiva destes povos são algumas das temáticas presentes nos trabalhos. Ao lado da questão feminista e de gênero, a relação entre agroecologia e soberania e segurança alimentar e nutricional foi abordada em vários trabalhos que, sob diferentes ângulos, jogam luz sobre o tema do abastecimento alimentar.  Os destaques vão para produções sobre circuitos curtos de mercado, como as feiras; o acesso aos programas de compras públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), as CSAs (comunidades que sustentam a agricultura); e as ações de distribuição de alimentos em tempos de crise, como durante a pandemia de covid-19. “São trabalhos que abordam a importância das políticas públicas, de caminhos para o consumo sustentável e das ações de solidariedade e cidadania ativa na relação campo-cidade, entre outros aspectos”, explica Maria Emília Pacheco, assessora nacional da FASE e avaliadora dos trabalhos submetidos dentro do eixo temático. A parecerista destaca também a questão fundiária na produção de alimentos agroecológicos, com trabalhos que dialogam com a agrobiodiversidade dos quintais e das florestas, com o manejo das sementes e com a afirmação da sociobiodiversidade brasileira. Ainda dentro desse recorte, a resistência camponesa na luta pela terra e pela água também marcou presença entre algumas produções, com uma delas resgatando a história da repressão ao campesinato.  “O alcance do tema ultrapassou as fronteiras do nosso país, trazendo ainda um trabalho do Paraguai”, ressalta Maria Emília. 8º andar – Biodiversidade e Conhecimentos das/os Agricultoras/es, Povos e Comunidades Tradicionais As sementes brotaram com força como temática do eixo Biodiversidade e Conhecimentos das/os Agricultoras/es, Povos e Comunidades Tradicionais. Os trabalhos sobre sementes discutem questões como o uso e a conservação de variedades crioulas, a importância das guardiãs e guardiões, a valorização de casas e bancos de variedades locais e/ou crioulas e o melhoramento genético participativo.  “Esta é uma área que tenho estudado e durante as avaliações dos trabalhos me deparei com vários muito interessantes. Há ótimos trabalhos com bancos comunitários de sementes e com a conservação de sementes utilizando estratégias inovadoras e pautadas na biodiversidade”, ressalta Ana Cristina Siewert Garofolo, pesquisadora da Embrapa Agrobiologia que fez parte da comissão de pareceristas. Outro tema de destaque citado pelos pareceristas foi o de plantas alimentícias não convencionais, as “PANCs”, com trabalhos que abordam grupos de espécies ou algumas de maior apelo.  “No entanto, observa-se de forma geral que todos os temas apresentaram uma abordagem transversal, associados frequentemente às temáticas de comunidades tradicionais, questões de gênero, quintais produtivos e sistemas agrícolas tradicionais, além de muitas abordagens que conduziram para a discussão de soberania e segurança alimentar e nutricional e estratégias voltadas ao bem viver”, afirma Amaury da Silva dos Santos, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios que também apoiou a seleção dos trabalhos. Entre os 246 trabalhos aprovados dentro do eixo, houve 9 vídeos, 13 relatos de experiência popular, 73 relatos de experiência técnica e 151 resumos expandidos. 9º andar – Infâncias e Agroecologia Neste eixo temático, que se quer interdisciplinar, transversal e de “raízes crianceiras”, cujo lema é “Agroecologia começa nas infâncias”, são compartilhados estudos, pesquisas e experiências agroecológicas construídas na escuta e na parceria com as crianças, suas sabedorias, seus protagonismos e seus brincares.  Maria do Carmo Couto Teixeira, do Departamento de Educação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e uma das coordenadoras do GT, conta que foram inscritos e avaliados 43 trabalhos e o que mais chamou a atenção da equipe foram os trabalhos em co-autoria com as crianças.  Um dos trabalhos, intitulado “O Rio Piracicaba aos 11 anos: aprendendo hidrologia e agroecologia através da observação e dos sentidos”, é um relato de experiência técnica escrito por Harum Peruchi de Almeida, menino de 11 anos, filho de uma engenheira florestal, que explica o objetivo da experiência relatada: “a intenção é ver como o Rio [Piracicaba] vai mudando com o decorrer dos meses. Tem vez que está mais baixo, mais limpo. Quando chove, fica mais sujo, pois as gotas d’água batem no solo e caem no rio, porque esse solo

Leia mais »
Alimentação

Cerca de 20 toneladas de comidas agroecológicas vão abastecer o 12º CBA; conheça as operações e horários da alimentação

Ações em cinco ambientes diferentes devem oferecer cerca de 10 mil refeições agroecológicas durante o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia; saiba mais sobre a operação da Cozinha da Reforma Agrária, das Comedorias, da Cozinha das Tradições e da Ação Contra a Fome! Cerca de 20 toneladas de alimentos estão sendo preparadas para abastecer em torno de 10 mil pessoas em diferentes espaços do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA).  A Comissão de Alimentação esteve empenhada na organização dos locais onde serão preparadas e servidas as refeições: a Cozinha da Reforma Agrária, as duas Comedorias, a Cozinha das Tradições e a distribuição gratuita de alimentos da Ação Contra a Fome. Veja mais detalhes e a programação desses espaços: Leia mais: veja indicações de restaurantes e bares parceiros do CBA na região do Congresso Saiba como vai funcionar a cozinha da Reforma Agrária durante o CBA A alimentação de participantes foi definida como um princípio importante do 12º CBA, garantindo alimentação gratuita e agroecológica para 2500 pessoas credenciadas, com foco principal na equipe e naquelas que receberam isenção, como juventudes, povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultoras/es de todo o Brasil. A Cozinha da Reforma Agrária, que também vai fornecer os lanches da Ciranda Infantil, é formada por uma equipe de mais de 40 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Minas Gerais, e voluntárias. Essa cozinha será instalada na Fundição Progresso, o coração do CBA. Para organizar essa potência de garantir 7500 refeições por dia, durante os dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, o fornecimento será dividido em quatro turnos com horários bem marcados. Assim, espera-se reduzir filas durante o acesso à alimentação. As refeições são servidas na cozinha do térreo e também no Espaço Verde da Fundição Progresso. Veja os turnos das refeições para credenciados na Cozinha da Reforma Agrária: G1 – Grupo 1Café da manhã: 7h30 às 8hAlmoço: 11h30 às 12h10Jantar: 18h às 18h30 G2 – Grupo 2Café da manhã: 8h às 8h30Almoço: 12h10 às 12h50Jantar: 18h30 às 19h G3 – Grupo 3Café da manhã: 8h30 às 9hAlmoço: 12h50 às 13h30Jantar: 19h às 19h30 G4 – Grupo 4Café da manhã: 9h às 9h30Almoço: 13h30 às 14h10Jantar: 19h às 20h30 Observação: as pessoas que têm direito à alimentação gratuita durante o 12º CBA são devidamente identificadas durante o credenciamento. Comedorias Benê Ricardo e Fundição Progresso A alimentação agroecológica também é oferecida a participantes e visitantes do CBA que não estejam credenciados na Cozinha da Reforma Agrária. O Congresso tem dois espaços de Comedorias: um na praça do Passeio Público e outro na Fundição Progresso. Comedoria Benê Ricardo (Passeio Público)Onde: Rua do Passeio – Centro, Rio de Janeiro (RJ) Funcionamento: de 21 a 23 de novembro, das 8h às 18hAcesso livre ao público em geral Benê Ricardo foi uma mulher preta, do interior de Minas Gerais, pioneira na gastronomia brasileira. Foi a primeira mulher a receber um diploma de chef de cozinha, em plena década de 80, e esteve sempre na vanguarda, lutando pela biodiversidade e cultura alimentar brasileira e sendo resistência em um meio notadamente racista e machista. A Comedoria do Passeio Público leva seu nome como forma de homenagear todas as mulheres cozinheiras, mestras das grandes panelas, quituteiras, chefes de cozinha que, tendo em mãos saberes ancestrais, transformam a terra em refeições deliciosas, levando a agroecologia à boca do povo. Nesse espaço, serão servidas refeições, lanches e bebidas. Entre as refeições, estão feijoada da Tia Cida, do Quilombo Ferreira Diniz; baião de dois, com e sem carne, da Dona Juju, agricultora do GT de Mulheres AARJ; refeições feitas por mulheres do GT Mulheres Serramar; acarajé da Associação Nacional das Baianas de Acarajé; comida caiçara, indígena e quilombola da FCT; prato feito agroecológico, do MPA; entre outras. A oferta de lanches também é diversa: comida viva, variedades de tapiocas, doces tradicionais, como pé de moleque e cocada; além de sanduíches, salgados e lanches, abastecem a Comedoria Benê Ricardo. Também serão ofertados alimentos  com jaca verde, taioba, chaya e outras PANCs das Processadoras da Rede CAU; bolos e doces dá Bons Bolos; salgados de frutos do mar (FCT); tapioca indígena (ABIO), pão de queijo  da Cultivar Brazil; hambúrgueres e salgados da Roots Ativa (MG). Para beber, a Comedoria vai oferecer chopp artesanal da Suburbana Carioca e Passopreto; Kombucha da Pi Kombucha tropical; Sucos naturais da Favela Orgânica; além de café e chás. Comedoria Fundição ProgressoOnde: Rua dos Arcos, 24 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)Funcionamento: de 20 a 22 de novembro, das 17h às 22hAcesso restrito a pessoas inscritas  no CBA O espaço pode ser acessado pelas pessoas credenciadas e com a retirada de convite no dia. Serão 12 barracas com uma diversidade de alimentos, desde lanches rápidos, passando por refeições completas, a cervejas artesanais. Construída em mutirão, Cozinha das Tradições tem oficinas de receitas ancestrais Esta segunda edição da Cozinha das Tradições dentro do Congresso Brasileiro de Agroecologia tem em sua programação rodas de conversa e oficinas.  Todo o planejamento e a execução da Cozinha é realizado com a contribuição de mestras agricultoras e cozinheiras de diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro, além de pesquisadoras da área da nutrição, da história e da sociologia. O espaço, construído em mutirão, reúne diversos segmentos culturais das cozinhas tradicionais do Estado do Rio, como a de roça, a quilombola, a de rua, a agroecológica com aproveitamento alimentar integral, a de referência nordestina, a de santo, a que abrange o samba e seus ritos, entre outras expressões. Leia mais:Cozinha das Tradições percorre territórios tradicionais do RJ para construir a alimentação do 12º CBAVeja a programação da Cozinha das Tradições no 12º CBA Ação Contra a Fome! Em parceria com diferentes instituições, o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) realiza a campanha Ação Contra a Fome!, distribuindo durante o evento 2,5 toneladas de alimentos agroecológicos para pessoas em situação de rua na Lapa e em outros locais da região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ). Toda essa comida vem das produções agroecológicas do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA),

Leia mais »
Indicações de restaurantes parceiros do 12º CBA
Alimentação

Veja indicações de restaurantes e bares parceiros do 12° CBA no Rio

A comissão local do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) preparou uma seleção de bares e restaurantes parceiros do evento. Além de um cardápio popular, ALGUNS desses estabelecimentos prepararam diferentes tipos de descontos para atender as pessoas participantes do Congresso.  A alimentação justa, saudável e popular é um desafio, mas seguimos juntas/os buscando alternativas.  AO FINAL AINDA ORGANIZAMOS UMA LISTA DE PARCEIROS, principalmente da Rede de Resistência Popular, sendo diversos liderados pelo Povo Negro para gente conhecer e fortalecer ainda mais!  Junta com quem tá vindo e vem!  O Botequim OS XIMENES, foi criado para trazer um novo conceito de bar e restaurante na região. Sempre com pratos fartos e preços justos. Temos variedades em comidas nordestina e com estilo de comida caseira, considerado o local das cervejas mais baratas da região. Desconto CBA: Promoção dos petiscos de botecos, todos os dias e horários. Qualquer prato Universitário (executivo) ao preço de R$ 25,00.  Rua Riachuelo, 49 – próximo aos Arcos da LapaHorário de Funcionamento: 11h30 às 3h O Restaurante do Victor é um dos mais tradicionais e familiares restaurantes da região do Rio de Janeiro, existente desde 1952, bem pertinho dos Arcos da Lapa, oferecendo diversas opções no cardápio de refeições e lanches. Desconto CBA: 10% de desconto nos pratos executivos. Rua Riachuelo, nº32 – próximo aos Arcos da LapaHorário de Funcionamento: segunda a sábado das 10h à 1h O Contemporâneo Rio é um restaurante temático da Frida Kahlo. Com um cardápio diverso transitando entre comidas típicas brasileiras e internacionais.   Desconto CBA:  15% de desconto ao fim da conta. Av Gomes Freire, nº 625 – próximo aos Arcos da LapaHorário de Funcionamento: 11h às 00h Pizzaria e padaria de Fermentação Natural com opções vegetarianas e veganas. Desconto CBA: Cardápio especial durante a semana.  Rua Francisco Muratóri, 2AHorário de Funcionamento: terça a sábado, das 12h às 22h  Bar e restaurante com Parrilla na Laje, churrasco e vegetais.  Desconto CBA: Promoção de Heineken 600ml a R$ 16 e Amstel a R$ 13. Endereço: Av mem de sá, 126Horário de Funcionamento:  quarta a sexta, das 11h30 à 00h; sábados das 13h às 22h O 021 Lanches é o melhor food truck da Lapa. Com um cardápio de lanches e hambúrgueres artesanais, proporcionando sabor com preço justo para todos. Cardápio especial para o 12º CBA Trailer na Av. Gomes Freire, 753 – próximo ao Bar da CachaçaHorário de Funcionamento: 20h às 4h O Raízes do Brasil é um espaço que traz a proposta de uma aliança camponesa e operária, fazendo a troca de quem produz o alimento e quem está na cidade se alimentando, e tem uma programação especial para o 12º CBA. Endereço: Rua Áurea 80, Santa Teresa (endereço CNPJ: avenida Rio Branco n 133 sala 2107 centro) Horário de funcionamento: 9h às 12h e 14h às 18h ALIMENTAÇÃO SOMENTE AOS SÁBADOS Uma loja da Reforma Agrária que comercializa alimentos agroecológicos e saudáveis, produtos de saúde, artesanato, cultura e educação que são produzidos nestes locais por assentadas e assentados gestando coletivamente seu trabalho em equilíbrio com a natureza. Programação da semana: Endereço: Av mem de sá, 135Horário de Funcionamento:  Qua a Sex: 10 às 20h | Sáb: 9 às 22h Outros restaurantes e bares próximos ao CBA no Rio de Janeiro (RJ) Gohan Sushi Bar (@gohanlapa)Local tranquilo, climatizado, em uma rua agitada. tem a opção de prato do dia, vegetariano, macarrão com frutos do mar e muitas outras opções para além de sushi.R. Joaquim Silva, 127 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20241-110 Sabor Peruano en Rio (@saborperuanoenrio)Ambiente tranquilo, climatizado, em uma rua agitada. ceviche maravilhoso e outras delícias.R. Joaquim Silva, 134 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20241-110 Cortiço (@corticocarioca)Restaurante de comidas diversas, pratos vegetarianos, espaço amplo e variedades.R. Joaquim Silva, 82 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20241-110 Adega Flor de Coimbra (@adegaflordecoimbralapa)Restaurante aconchegante, opções portuguesas, poucas mesas.R. Teotônio Regadas, 34 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-360 Bar do Ernesto (@bar_ernesto_lapa)Refeições, lanches, cervejas e pratos alemães desde 1935.R. da Lapa, 41 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-170 Hoje tem Curry (@hojetemcurry_)Comida indiana. R. Manuel Carneiro, 54 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ, 20021-170 Amarelinho da Cinelândia (@amarelinhooficial)Comida carioca, petiscos, chopp.Praça Floriano, 55 B – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-170 Padarias: Miró Massas – Pães e PizzasR. Francisco Muratóri, 2A – Lapa, Rio de Janeiro – RJ, 20230-080 Seu Zé Confeitaria e PadariaR. Riachuelo, 199 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20230-011 Dicas de Botecos na Lapa e outros bairros Dom Glutão Botequim (Lapa) – @domglutaobotequimR. dos Inválidos, 153 – Loja F – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20231-047 Casa Omolokum (Gamboa) Dida Bar e Restaurante (Praça da Bandeira) Afro Gourmet (Grajaú) Kaza 123 (Maracanã) Quilombo Cultural Casa do Nando (Gamboa) Bar Bacurau Armazém do Senado Cervejaria Paraphernalia Casa Paladino Agô Bar da Encruza (Santa Teresa) Nova Capela (Lapa) Bar Santo Remédio (Andaraí) Bar do Bode cheiroso (Maracanã) Bar Chanchada (Botafogo) Bar Patrício (Vila Isabel) Bar do Omar (Santo Cristo)

Leia mais »
20 de novembro

Confira a agenda de Atividades do 20 de novembro Rio de Janeiro

A realização da 12º Edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia acontece pela primeira vez nesse período do ano e a organização busca chamar atenção para a data, que é uma das diversas celebrações de resistência do povo negro. É com profundo respeito que a Comissão Organizadora desta edição do Congresso e a Diretoria da ABA-Agroecologia, apostam na abertura de suas atividades na tarde de amanhã, mas não propõem atividades específicas sobre a data reconhecendo e exaltando as atividades historicamente construídas sobre esse chão. A cidade do Rio de Janeiro reúne o samba, o carnaval, comunidades quilombolas, as favelas, grupos culturais, terreiros, pesquisadores, grupos de dança, teatro e diversas outras artes que reescrevem a história do povo negro no Brasil. Nesta data, que foi construída historicamente pelos movimentos negros, é tempo de olhar para as narrativas que contam as verdadeiras histórias sobre as diversas formas de conhecimento e ciência produzidas pelo povo africano que chegou no Brasil. A cidade do Rio de Janeiro abriga locais como o Cais do Valongo, lugar que passou anos soterrado como a expressão material do apagamento da memória da população negra da região. Por isso, se faz necessário resgatar e ressignificar memórias como essas para que as violências coloniais sejam aos poucos transformadas em busca de reduzir o racismo estrutural na nossa sociedade. O credenciamento começa às 9 horas, o cortejo começa às 16 horas e a conferência de abertura será realizada às 17h30. Desde a parte da manhã, até o momento de realização das atividades, convidamos à todas e todos para que possam fortalecer essas iniciativas. Cortejo da Tia Ciata Percurso tradicional | Concentração às 10h Centro de Artes Calouste Gulbenkian e caminhada até o busto de Zumbi, na Praça Onze. Samba da Dida: roda de samba | 15h às 21h Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa) Entrada franca. Livre. Jongo da Serrinha – 60 anos  Jardim da Cidade das Artes | Entrada franca | 17h30 Show sobre a trajetória desse relevante grupo referência da cultura afro-carioca e leva a Cidade das Artes a tradição do jongo com os mais variados instrumentos e figurinos da época para contar a ligação com a África e a história dos jongueiros, que vieram para os morros do Rio com a libertação do povo negro. O Grupo Cultural Jongo da Serrinha se apresenta na Cidade das Artes com 24 integrantes, sendo: 3 cantoras, 6 músicos, 14 jongueiros e 1 produtor.  Peça da Cia dos Mysterios na Praça Mauá “Chegança do Almirante Negro na Pequena África” é um auto popular brasileiro que entrelaça intimamente essas raízes e revela a nós brasileiros parte essencial da nossa memória e identidade:http://ciademysterios.com/espetaculo&id=cheganca-do-almirante-negro-na-pequena-africa  Peça Ninguém sabe o meu nome | 19h | Teatro de Câmara – Cidade das Artes História de uma mãe preta de meia idade que se pergunta como deve educar seu filho para enfrentar uma sociedade que não o reconhece como igual. Em cena, a atriz Ana Carbatti – indicada ao Prêmio Shell e ao APTR pelo papel – se múltipla em muitas vozes e corpos, cujas expressões são as premissas do projeto. Entrada: a partir de R$30 na bilheteria da Cidade das Artes ou no site da Sympla.

Leia mais »
Dúvidas CBA

Acesse aqui o Caderno de Acolhida do 12º CBA

Baixe aqui o Caderno de Acolhida em PDF “Agroecologia na boca do povo” é um chamado coletivo à ação e à reflexão da necessidade urgente de fortalecer os sistemas de abastecimento popular de alimentos. “Na boca do povo”, nos desafiamos, ao mesmo tempo, a pensar e a aprender com as agricultoras, agricultores, povos e comunidades tradicionais os múltiplos significados que a agroecologia é capaz de assumir. Aqui, colocamos um chamado à ciência da agroecologia, que por essência deve ser coletiva e tecida entre saberes cotidianos, geracionais e produzidos nas diferentes instituições de ensino, pesquisa e extensão. Leia o documento orientador do 12º CBA “Chão Comum” – Princípios Políticos e Metodológicos. Bem Vind@s! A  Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) tem construído ao longo das edições do Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) estratégias que acolham da melhor forma a diversidade de pessoas e coletivos que constroem a agroecologia no Brasil, valorizando a participação de estudantes, profissionais, pesquisadoras(es), agricultoras(es), movimentos sociais e povos e comunidades tradicionais. Buscando cada vez mais um evento transformador, fortalecendo a inter-relação com os sujeitos que constroem a agroecologia, procuramos respostas coletivas aos desafios sociais, políticos e ambientais que cercam o período histórico de cada edição. Proposta desta 12º Edição: a ABA faz 20 anos! Neste 12º CBA, a ABA celebra os 20 anos da primeira edição do Congresso, realizado em 2003, em Porto Alegre (RS). Ao longo de suas edições o CBA vem se consolidando como um espaço de referência sobre agroecologia no Brasil e na América Latina. Tanto por sua dimensão e abrangência multiterritoriais, quanto por sua proposta metodológica inovadora, pautada por epistemologias críticas que reconhecem diferentes saberes sejam eles acadêmicos ou populares,  CBA se insere em um processo voltado à construção de novos paradigmas teórico-metodológicos, na defesa da ciência crítica, das instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão e no fortalecimento dos movimentos sociais.  Território do Congresso – Lapa | confira o mapa O bairro localiza-se no centro do Rio de Janeiro entre a zona norte e a zona sul, tendo como bairros vizinhos Santa Teresa e Glória. Em homenagem à Nossa Senhora da Lapa do Desterro, em 1751 o bairro foi nomeado como Lapa, antes conhecida como Areias de Espanha. No entorno da Praça, os que resistem fazem de tudo para manter a cultura e a tradição da região. A Casa Cecília Meirelles, o Hotel Selina – inaugurado para as olimpíadas -, o restaurante Cosmopolita – com o seu famoso Filé à Oswaldo Aranha, hoje decadente -, e  grupos de teatro popular, como o CTO (Centro Teatro do Oprimido), de Augusto Boal, e o “Tá na Rua”, de Amir Haddad.  Entre os resistentes, estão também uma associação de grafiteiros e a Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro, de onde sai a rica e tradicional festa de Iemanjá, todo 2 de fevereiro, em direção à Baia de Guanabara. No outrora aqueduto dos Arcos da Lapa, os poucos bondinhos ainda cruzam o mais importante monumento colonial da cidade. Hoje desbotado, ele é o reflexo do seu entorno. A Praça se transformou em um local de descanso e espera para dezenas de moradores de rua que à tarde recebem refeições doada por ONGs e instituições de caridade. Muitos chegam cedo e ficam sentados ou deitados nos arredores. Referência dos trechos de textos: Projeto Colabora e a “Lapa e seu legado cultural para a cidade do rio de janeiro” CREDENCIAMENTO E ACESSO Pela primeira vez, um CBA será realizado de forma descentralizada ocupando diferentes lugares da cidade do Rio de Janeiro. Entre acampamentos, cozinhas, feiras, Barracões de Saberes e ambientes que acolherão as atividades científicas, o Congresso articula 19 diferentes parceiros em espaços que compartilham conosco o compromisso de garantir a Agroecologia na Boca do Povo! Já somos mais de 5 mil pessoas inscritas e uma grande onda de caravanas e coletivos de todo o Brasil movimenta a força da agroecologia a partir dos territórios. Buscando acomodar da melhor forma possível as pessoas inscritas no Congresso e prezando pela segurança e cuidado na operação das atividades em tantos espaços diferentes é imprescindível comunicar nosso sistema de acesso. Saiba mais: acesso ao território do CBA! A Praça do Passeio Público, onde acontecem feiras, Barracões e o Festival de Arte Cultura da Agroecologia (FACA), o Cinema Odeon, durante a programação do Festival Internacional de Cinema Agroecológico (FicaEco), e a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ), onde acontecem a Tenda da Saúde e da Cura e a Cozinha das Tradições, terão acesso completamente livre.  Todos os outros espaços, incluindo a Fundição Progresso, o Circo Voador, o Cine Odeon (durante as conferências), o prédio dos Tapiris de Saberes na Associação Cristã de Moços (ACM), terão acesso restrito para as pessoas inscritas no CBA. Credenciamento Geral: O credenciamento será realizado no estacionamento da Fundição Progresso de 19 a 23 de novembro durante o período de 9h às 18h diariamente.  Observação: as inscrições seguem abertas durante todo o 12º CBA; entretanto, não será possível fornecer o kit do participante para as/os novas/os inscritos. POR FAVOR, EVITE O CREDENCIAMENTO NO MOMENTO DO CORTEJO (20/11, das 15h às 17h30) Ingressos de acesso diário ao CBA: durante os quatro dias do Congresso, serão disponibilizados gratuitamente no espaço do credenciamento, localizado na Fundição Progresso, 300 ingressos para o público em geral a todos os espaços do CBA. Os ingressos serão entregues por ordem de chegada e apenas 1 por pessoa. Praça do Passeio Público: todas as atividades do Passeio Público terão acesso livre e gratuito. Na praça acontecerão feiras, comedorias, oficinas, rodas de conversa, diferentes Barracões de Saberes, shows e outras iniciativas. ALIMENTAÇÃO Cozinha da Reforma Agrária (MST DE MINAS GERAIS) A cozinha da reforma agrária vem de Minas Gerais para ser instalada na Fundição Progresso, situada na R. dos Arcos, 24 – a 50 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20230-060. Com a potência de fornecer 7.500 refeições por dia, será dividida em três refeições diárias durante os dias 20, 21, 22 e 23 de novembro. O fornecimento será dividido em sub

Leia mais »
Credenciamento 12º CBA
CBA em Movimento

O que você precisa saber sobre credenciamento e acolhida neste 12º CBA

O Credenciamento acontece entre os dias 20 e 23, das 9h às 18h, no estacionamento da Fundição Progresso; veja informações sobre este e outros cuidados  É com alegria que informamos que o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) atingiu a meta de 5 mil inscritos. Uma grande onda de caravanas e coletivos de todo o Brasil movimenta a força da agroecologia partindo dos territórios e com destino à cidade do Rio de Janeiro. Tá todo mundo se juntando para vir!  Clique aqui e acesse o Caderno de Acolhida do 12º CBA Para acolher com calma o volume de pessoas, as inscrições vão continuar acontecendo durante todo o CBA. Quem estiver inscrita/o deverá realizar o credenciamento no estacionamento da Fundição Progresso.  O espaço de credenciamento funciona entre os dias 20 e 23 de novembro, das 9h às 18h. Não será possível a retirada de credenciais por terceiros. Crachá: no momento do credenciamento, a pessoa inscrita vai receber um crachá. Importante: o crachá é o documento de acesso ao 12º CBA, nossa principal credencial, por isso, recomendamos que você tenha MUITO CUIDADO com ela. Acampamento: as pessoas contempladas no Acampamento do CBA poderão entrar no acampamento antes de se credenciar na Fundição Progresso. Alimentação: as pessoas que têm direito à alimentação gratuita durante o 12º CBA serão devidamente identificadas durante o credenciamento. Os turnos da alimentação serão distribuídos previamente para as pessoas.  Alterações poderão acontecer, considerando a cota de cada turno. Inscrições para o CBA seguem abertas durante o Congresso Durante o CBA, serão aceitas novas inscrições por meio do site, aplicados os valores vigentes de taxa de inscrição; entretanto, não será possível fornecer o kit do participante para as/os novas/os inscritos. Não há balcão de inscrição com pagamento em espécie, cartões ou PIX. O recurso das inscrições é essencial para assegurar a isenção de mil representantes da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais fundamentais para a realização do CBA, com o lema “Agroecologia na Boca do Povo”. Esse recurso também ajuda a viabilizar as estruturas desse Congresso popular, que estará em interação permanente com a população da cidade do Rio de Janeiro, mesmo depois do fim do evento, em 23 de novembro, deixando vários legados agroecológicos. Clique aqui e inscreva-se no 12º CBA! CBA vai distribuir ingressos de acesso diário  Durante os quatro dias do congresso, serão disponibilizados gratuitamente no espaço do credenciamento (, na Fundição Progresso), 300 ingressos para o público em geral a todos os espaços do CBA. Os ingressos serão entregues por ordem de chegada e apenas 1 por pessoa, o que permitirá acesso a todos os espaços do CBA. Clique aqui e acesse o Caderno de Acolhida do 12º CBA

Leia mais »
Últimos dias para apoiar o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia
Atividades

Últimos dias para apoiar o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA)!

Faltam poucos dias para o início do CBA, e o nosso prato continua cheio de oportunidades de participação! Saiba como apoiar a 12º edição do maior congresso de agroecologia na América Latina, e venha com a gente nesse banquete de saberes e sabores agroecológicos que vai colorir a Lapa e o Centro do Rio de Janeiro entre os dias 20 e 23 de novembro Insreva-se no CBA e faça parte do financiamento coletivo do Congresso Começamos com o ingrediente mais importante: a sua inscrição no congresso. Aproveite e faça a sua ainda hoje, e não esqueça de avisar outras pessoas! A inscrição é um ato de solidariedade coletiva que colabora para a isenção oferecida a representantes da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais em todo o Brasil, e também para a estruturação e realização do Congresso.  Clique aqui e inscreva-se no 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia Conheça outras formas de apoiar o 12º CBA Além da inscrição, conheça outras maneiras de apoiar o CBA:  Participe do mutirão da Cozinha das Tradições e aprenda técnicas de bioconstrução A Cozinha das Tradições vai promover o compartilhamento de saberes sobre a cultura alimentar ancestral. O mutirão de construção da Cozinha tem acontecido na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ).  Para participar, envie um e-mail para: cozinhadastradicoescba@gmail.com e coloque no assunto a palavra “Mutirão”. Entre as pessoas que estão à frente do mutirão está Iracema Pankararu, que tem orientado a construção de tijolos e fornos de barro para equipar a Cozinha das Tradições. Junte-se a ela e venha aprender técnicas tradicionais de bioconstrução enquanto ajuda a levantar este que será um dos locais mais afetuosos (e saborosos) do Congresso.  Depois de construída, a Cozinha será um dos legados do CBA à ESDI e à comunidade carioca. Vem de caravana? Cadastre-se no nosso mapeamento e faça parte da rede Se você está chegando ou chegou com seu coletivo partindo de qualquer região do Brasil, mas ainda não se cadastrou do Mapeamento de Caravanas, preenchao formulário e compartilhe suas informações com o CBA.  Clique aqui e conte sobre a sua caravana pra gente! Esse levantamento de dados vai nos ajudar a estimar o número de pessoas e territórios chegando no Congresso, e assim preparar uma boa acolhida. Com esses dados também podemos realizar uma gestão mais solidária das vagas em caravanas de regiões próximas, aproximando quem precisa se deslocar de quem tem vagas, e de quebra fortalecemos as redes de contatos entre as regiões. Apoie o CBA fazendo arte Criança brincando, que rima com passarinho voando… e semente brotando! Sabemos que agroecologia também é feita de arte e cultura. E por isso convocamos artistas de todos os cantos a somarem forças na produção de esculturas de passarinhos, no envio de sementes para a Muvuca de Sementes e para a Feira da Agrobiodiversidade, e no cadastro de histórias inspiradoras para o Memorial dos Encantados. Leia detalhes a seguir: Faça esculturas de passarinhos e venha com eles “voando” pro CBA Continuamos convocando artistas e coletivos a confeccionarem os Passarinhos Artesanais que encantarão os espaços desta edição do CBA.  Se você tem algum material orgânico sobrando por aí, como bambu, palha, madeiras, etc., e um pássaro “voando” na cabeça, clique aqui para assistir ao tutorial do mestre artesão Cláudio Guedes, e saber como dar vida à sua ideia. Depois, é só trazer seu passarinho ao CBA, que nós nos encarregaremos de incorporá-lo carinhosamente à cenografia do Congresso. Doe sementes nativas e crioulas para a Muvuca de Sementes Outro local encantado e cheio de arte agroecológica é a Muvuca de Sementes, instalação sensorial em forma de mandala que será montada na Fundição Progresso para celebrar a nossa biodiversidade e homenagear as guardiãs e os guardiões de sementes Brasil adentro. Se você quer participar doando sementes crioulas, encontre aqui as informações sobre como organizar o a partir de seu território. E bora “crescer pra passarinho”, como escreveu Manoel de Barros, levando no bico sementes de esperança agroecológica. Envie as histórias de pessoas que viveram pela agroecologia para o Memorial dos Encantados O espaço na Fundição Progresso homenageará pessoas que partiram ou foram mortas em decorrência de conflitos no campo e outras violências, e também mestras e mestres que viveram e lutaram por práticas agroecológicas em diferentes áreas.  As histórias de cada uma delas serão contadas por meio de mudas de árvores dispostas de forma a criar um espaço de introspecção e reflexão sobre a luta dos “encantados”.  No final do Congresso, você poderá levar uma muda para plantar em seu território, fortalecendo simbolicamente a luta de quem se foi e deixousementes do fazer e esperançar agroecológicos. Saiba mais e venha reverenciar estas mestras e mestres com a gente!  Texto: Fernanda Favaro

Leia mais »
Juventudes

Conheça a Brigada das Juventudes Mãe Bernadete, que está realizando ações de apoio ao 12º CBA

A Brigada das Juventudes Mãe Bernadete é um agrupamento de jovens que organizam, preparam e atuam nas comunidades camponesas, bairros populares e ações políticas. A brigada também atua com a agitação e propaganda, desenvolvendo trabalhos de produção cultural Neste mês de novembro, a Brigada da Juventudes vem atuando em atividades estratégicas para realizar a mobilização e preparar a população carioca nos últimos dias que antecedem o 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia, o CBA. Quem compõe essa Brigada? Estamos organizados em um grupo de jovens do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que compõem o movimento agroecológico camponês de diversos estados brasileiros. Batizada como “Brigada Mãe Bernadete” as atividades trazem a força e a homenagem a essa líder quilombola que lutou contra a violência a fome nos quilombos e foi assassinada em 17 de agosto de 2023, na comunidade de Pitanga dos Palmares, município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador (BA).  Como estão sendo as atividades da Brigada? As atividades já começaram e os jovens seguem se preparando e circulando nas encruzilhadas da Lapa e região para balançar o Território CBA. Pensando na pluralidade de atividades e a proposta de ocupação de diversos locais públicos que o evento propõe, a realização dessa metodologia acontece pela primeira vez no processo de construção do congresso e busca comunicar o conteúdo político à população através de intervenções, arte e cultura, convidando a população a participar dos espaços de integração e diálogo do CBA. O processo de realização das atividades começou com a formação e alinhamento do que é a proposta do CBA, perpassando por caminhos que toda a comissão organizadora tem vivido no último ano de construção. A formação seguiu com o conhecimento do território que abriga a população que viverá o CBA, tal processo é de muita importância para quem irá comunicar o Congresso. O caminho em percurso conta com a participação em oficinas de batuque, teatro, confecção de elementos de comunicação, preparo de materiais de divulgação, entre outras.  As atividades incansáveis, as formações, a participação em oficinas e as ações na rua estão comunicando diretamente a Feira Saberes e Sabores que acontecerá entre os dias 21 e 23 de novembro no Passeio Público de 08h às 18h. As atividades seguem a todo vapor agitando e divulgando os espaços coletivos e abertos do XII CBA pelos bairros mais centrais do Rio de Janeiro. “Junta com quem tá vindo e vem!”

Leia mais »

Tem dúvidas sobre o CBA?

Acesse aqui várias dicas sobre perguntas frequentes